Acredito nas palavras acima de todas as coisas.
Nas poucas palavras que deram origem a grandes conversas.
Nas palavras que me trouxeram grandes amigos.
Nas palavras que eu me recusei a ouvir porque prezo meus ouvidos.
Nas palavras que eu soltei, e sem querer, construíram uma série de coisas.
Nas palavras que eu soltei e não devia ter soltado.
Nas palavras que eu senti e não devia ter sentido.
Nas palavras que eu ouvi e não devia ter ouvido.
Nas palavras que eu não soltei e devia ter soltado.
Nas palavras que a gente repete pra trazer um momento de volta.
Nas palavras que me disseram na hora de ir embora.
Nas palavras que me disseram na chegada.
Principalmente nas palavras que surgiram no meio do caminho, assim bem de repente.
Nas palavras que a gente não fala porque lembra coisa ruim.
Nas palavras que eu jurei.
Nas palavras que eu sonhei.
Nas palavras que eu vou viver.
Nas palavras que me convenceram.
Nas palavras que eu li.
Nas palavras que me tiraram desse mundo.
Nas palavras que me colocaram em mim.
Na palavra escrita errada.
Na palavra falada errada.
Na palavra gostosa de ouvir.
Na palavra que eu não conheço.
Na palavra certa que foi usada na hora errada.
Na palavra errada que foi usada na hora certa.
Nas palavras que nunca me deixaram.
Nas palavras com as quais briguei.
Nas palavras pelas quais me apaixonei.
Nas palavras que eu uso sempre.
Nas palavras que não uso nunca.
Mas principalmente, acredito nas palavras que vivem se camuflando em diversos significados, nas palavras que não querem uma vida só, nas palavras que se aventuram em frases que nada tem a ver com elas. Nessas não só acredito, como me inspiro. Ora essa, ninguém deve ficar preso à definição que recebe. A chance de começar de novo surge depois de cada ponto final.
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