AMIZADE
Quando o silêncio a dois não se torna incômodo.
AMOR
Quando o silêncio a dois se torna cômodo.
Mário Quintana
É, é engraçado. As coisas simplesmente acontecem, e eu sou extremamente contra o acontecimento impensado delas. Eu acho que antes de acontecer, tudo devia passar por um filtro sutil, de apenas uma pergunta: “Quantas pessoas eu vou machucar?”
RESPOSTA:
0 = acontecimento genial, tipo a multiplicação dos pães realizada por Jesus.
de 1 até 3 pessoas = acontecimento ótimo, como uma viagem para a Disney
de 3 até 6 pessoas = um acontecimento bom, como uma ida ao Hopi Hari
de 6 até 9 pessoas = um acontecimento regular, que deve ser avaliado de maneira cuidadosa
de 9 até 12 pessoas = um acontecimento ruim, que deve ser evitado
mais que 12 pessoas = um acontecimento péssimo que não deve chegar a ser um acontecimento!
(pensando numa situação que afete de maneira direta umas 25 pessoas)
(pensando numa situação que afete de maneira direta umas 25 pessoas)
Esses números podem e devem ser colocados em proporções maiores de acordo com a situação, com o número de pessoas que podem ser afetadas e etc, mas enfim, a lógica é essa. As coisas não precisam dar certo, mas elas não podem machucar as pessoas a troco de nada. Quer dizer, elas podem, e normalmente é isso que elas fazem, mas elas não deviam.
Vamos supor que tudo o que me motivou a escrever isso não tivesse acontecido, ou pelo menos, tivesse sido diferente: eu não teria escrito o texto anterior a esse, pois estaria muito tranqüila quanto à minha relação com a hipocrisia, eu poderia ter evitado aproximadamente umas 10 mentiras, eu poderia ter duas preocupações a menos em relação ao futuro das minhas amizades, eu teria chorado menos e mais três pessoas também teriam chorado menos. Pelo menos mais umas quatro pessoas poderiam ter gastado todo o tempo que elas gastaram me dando conselhos e me ouvindo em coisas como comer cookies ou andar de bicicleta no parque. Ou simplesmente estudando, o que era necessário para muitas pessoas nesse final de semestre. Ou melhor ainda, pensando nos próprios problemas! E o melhor de tudo, eu poderia ter aproveitado uma experiência passada minha, e poderia dizer de maneira substancial que eu aprendi com meus erros.
Um, um acontecimento!
A questão é que eu não quis evitar, ninguém quis evitar. É que nem faculdade, a gente acha que em uma semana dá para salvar o semestre todo; a gente acha que em cinco minutos é possível consertar meses de cagadas. Cagadas? Não sei se foram cagadas. Foram coisas que eu tive vontade de fazer, e que, se não tive, fui facilmente influenciada por um par de olhos de uma cor muito sugestiva e encantadora.
E eu não sei se é só porque não pode acontecer, mas no fundo, eu acho que daria certo. Quer dizer, eu tentaria fazer certo. Mesmo sabendo de todas as coisas erradas que eu sei, em momento nenhum elas me impediram de querer ser a pessoa, sabe? E vai ser terrível, agora. Mas eu preciso que esse par de olhos continue existindo na minha vida de qualquer jeito, e esse jeito novo é provavelmente o único jeito que segue a regra da pergunta que eu criei.


"Somos feitos de emoções, basicamente todos nós estamos procurando por emoções, é apenas uma questão de encontrarmos a maneira com que devemos vivenciá-las." (Ayrton Senna)
ResponderExcluirE você,de uma forma ou de outra,sempre aprende.
S2